Nos finais dos anos setenta início de
oitenta, fruto de uma série de circunstâncias como a ausência de espaços de
publicação para autores jovens e o aparecimento a preços acessíveis da
reprodução por fotocópias, surgiram publicações auto-editadas intituladas –
fanzines. Maravilhado, vejo hoje no Youtube documentários sobre países como Espanha
ou Brasil, onde explodiram movimentos semelhantes (com outra dimensão)
exatamente na mesma altura.
No que me diz respeito tudo começou no
liceu de Queluz, e nos poucos exemplares que guardei lá está a morada da casa
dos meus pais (e até o número de telefone), os números eram impressos na
Faculdade de Ciências e vendidos a 5 escudos aos colegas de escola. Mas o
verdadeiro salto veio quando conheci Geraldes Lino e o seu Clube Português de
banda-desenhada, um verdadeiro dínamo deste movimento fanzineiro e que estabelecia
contactos com outros autores e permitia conjugar esforços. Tínhamos reuniões à noite num
andar dum prédio em Benfica, e em baixo numa livraria chamada Codilivro
vendíamos e fazíamos exposições dos nossos trabalhos.
Relembro também de uma Feira do Livro em Lisboa, onde acabámos a fugir da polícia que nos considerava
extremamente perigosos, ou simplesmente bizarros.
Brincadeiras gráficas com a degradação de imagem em fotocópia.
Aqui o próprio Geraldes Lino numa fotografia da época, a paciência deste homem.
Palhaços é o que nós somos - Tinta-da-china em papel couché.
Reflexos - Tinta-da-china e grafite.
Na altura assinava como Chico Lança.
Tinta-da-china em papel de arquitecto. Teria provavelmente texto que se perdeu, assim como a publicação onde foi impresso.
Era uma altura de exploração e raramente surge o mesmo estilo.
O político (e a expressão corporal) - teatro trágico.
A tecnologia, muito antes da informática.


Em 1984 devido a um acidente de moto vi-me
obrigado a ficar três meses “de molho”, o resultado foram estas pranchas que
nunca seriam publicadas, outros motivos de interesse nomeadamente o cinema de
animação absorveram-me completamente e a banda-desenhada tornou-se residual, ou
transformou-se em novela gráfica como “Raizes” impressa em formato A3 em
serigrafia a 3 cores em 1999.
Some of the works published in fanzines between 1978 and 1984.
In 1984 due to a motorcycle accident I was forced to stay three months in bed, the result was these comics never published, my attention was completely absorbed by animation and the comic strip was almost forgotten, or turned into graphic novels as "Roots" printed in A3 format silkscreen 3 colors printing in 1999.
In 1984 due to a motorcycle accident I was forced to stay three months in bed, the result was these comics never published, my attention was completely absorbed by animation and the comic strip was almost forgotten, or turned into graphic novels as "Roots" printed in A3 format silkscreen 3 colors printing in 1999.


































































































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